Bench (do ingl. bench — banco de reservas) é uma situação em uma empresa de TI onde um desenvolvedor está na folha de pagamento mas temporariamente não está alocado em nenhum projeto. Em empresas de outstaffing e de produto, o bench é algo comum entre o término de um projeto e o início do próximo. Segundo DOU, 2024, cerca de 30% dos desenvolvedores já estiveram no bench por mais de um mês pelo menos uma vez na carreira.
Pontos principais
Bench é o status de um desenvolvedor que está na folha de pagamento, recebe salário, mas não participa de projetos ativos. O termo vem do esporte: o banco de reservas onde os jogadores aguardam para entrar em campo.
Um desenvolvedor vai ao escritório ou trabalha remotamente, mas não tem tarefas de projeto. Ele pode ler documentação, aprender novas tecnologias, ajudar colegas com revisões de código ou participar de P&D. As empresas abordam o bench de diferentes maneiras: algumas dão total liberdade, outras designam um mentor e definem tarefas de aprendizado.
Em empresas de outstaffing, o bench é uma situação frequente. Um desenvolvedor é alocado a um cliente, o projeto termina e começa a busca por um novo. Em empresas de produto, o bench é menos comum: desenvolvedores geralmente são realocados para outra funcionalidade ou produto dentro da empresa.
As razões para ficar no bench podem ser tanto objetivas (de mercado) quanto específicas da empresa. Entender as causas ajuda a reagir adequadamente.
A razão mais comum — o projeto terminou e um novo ainda não começou. Em outstaffing, isso ocorre regularmente: o contrato com o cliente é encerrado e a empresa busca o próximo. Se a empresa tem um bom pipeline de vendas, o bench dura de 1 a 4 semanas.
No final do ano, especialmente em dezembro e janeiro, a atividade dos clientes diminui. No verão também pode haver uma desaceleração. Além disso, crises econômicas e cortes de orçamento em TI aumentam o número de desenvolvedores no bench.
Se uma empresa não consegue vender as competências de um desenvolvedor, é um sinal de problemas de gestão ou marketing. Um bench prolongado (mais de 3 meses) indica que a empresa está perdendo posição no mercado, e o desenvolvedor deve procurar um novo lugar.
O bench nem sempre é ruim. Com a abordagem certa, pode se tornar um período de crescimento e desenvolvimento ativo. Muitos desenvolvedores lembram do bench como o período de aprendizado mais produtivo de suas carreiras.
Em um projeto, raramente há tempo para aprender uma nova tecnologia do zero. No bench, há de 4 a 8 semanas para um curso, leitura de documentação e prática. Dominar um novo framework, linguagem ou metodologia durante o bench é uma prática comum.
O bench é um ótimo momento para projetos pessoais: criar um projeto para o portfólio, contribuir com código aberto, preparar uma palestra para conferência. Isso não só desenvolve habilidades, mas também aumenta sua atratividade para futuros empregadores.
Muitos desenvolvedores usam o bench para obter certificações: AWS Certified Developer, Google Cloud Professional, CKAD (Kubernetes), Scrum Master. As certificações exigem de 2 a 8 semanas de preparação e aumentam significativamente seu valor de mercado.
Um bench prolongado (mais de 2-3 meses) traz riscos tanto para a empresa quanto para o desenvolvedor. É importante reconhecer os sinais de alerta a tempo.
A empresa paga um salário mas não recebe receita do desenvolvedor. Se o bench se prolonga, a gestão começa os cortes. Os que estão há mais tempo no bench são os primeiros a serem demitidos. Mesmo que não seja demitido, a pressão constante da gerência gera desconforto.
Sem prática, as habilidades se deterioram. O desenvolvedor perde velocidade, esquece detalhes das ferramentas e perde o hábito do trabalho em equipe. Após 3-4 meses de ociosidade, voltar a um novo projeto requer 2-4 semanas de adaptação, o que adiciona estresse.
Se seu currículo mostra uma lacuna longa mesmo por um motivo válido, os recrutadores ficam cautelosos. É melhor não ficar no bench por mais de 2-3 meses. Durante esse tempo, ou aparece um projeto, ou você pede demissão e procura um novo cargo.
Um plano de ação para o bench deve ser estruturado. Estudar tudo caoticamente é menos eficaz que um programa focado.
Demonstre atividade: faça revisões de código para colegas, escreva artigos técnicos, participe de reuniões de equipe. Se a empresa vê que um desenvolvedor é valioso mesmo no bench, ele será o último a ser demitido.
Se mais de 3 meses se passaram e nenhum projeto apareceu — comece a procurar ativamente. A empresa provavelmente tem problemas, e esperar mais é arriscado. Nas entrevistas, explique o bench como um período de aprendizado e crescimento profissional.
Perguntas frequentes
Sim, seu salário é totalmente mantido. O bench é uma situação normal onde um desenvolvedor está empregado na empresa sem um projeto. A empresa paga um salário fixo, mas bônus e prêmios por projeto geralmente não são concedidos.
Sim, pode, especialmente se o bench se prolongar por 2-3 meses. As empresas geralmente tentam oferecer outro projeto ou requalificação primeiro. Mas se não houver opções, a demissão é uma prática padrão.
É melhor não mencionar como um período separado. Se o bench foi curto (até um mês), pode ser omitido. Se foi longo, mencione a empresa como um todo sem detalhar por projeto. Em uma entrevista, explique honestamente que estava aprendendo novas tecnologias entre projetos.
Depende de você. Você pode passar 3 meses em redes sociais e perder sua qualificação. Ou pode planejar seu aprendizado, dominar um novo stack e sair do bench como um especialista mais valioso. As empresas valorizam desenvolvedores proativos que usam o bench para crescer.
Downtime refere-se a falhas de infraestrutura ou serviço. Bench refere-se à ociosidade de um funcionário. Outra diferença: downtime é medido em horas ou dias, enquanto bench é medido em semanas e meses. Esses termos vêm de áreas diferentes — não os confunda.
Resumo
Vamos desenvolver um aplicativo móvel chave na mão
A IT Sectr cria aplicativos para iOS e Android para startups e empresas desde 2017. Nós vamos aconselhá-lo e propor a melhor solução.
Leia também